BDSM e sua liturgia

BDSM, de forma bem resumida, é o nome dado ao fetiche e arte das cordas (conhecidocomo Bondage), dos prazeres da Dominação e submissão e do sadomasoquismo. Da combinação dessas práticas saiu o acrônimo BDSM (Bondage. Dominação/submissão e SadoMasoquismo).

Antes de prosseguir, é importante que você leia o texto abaixo e compreenda exatamente o tipo de sadomasoquismo implícito no BDSM:

 

Sadomasoquismo de consenso

Não se trata do sadismo e do masoquismo que buscam sofrimento, próprio ou do outro. Na realidade, a grande procura de chicotes, algemas, correntes, assim como de suítes com jaulas em motel, grades de ferros e vários outros apetrechos, visa aumentar o prazer sexual sem machucar. Os que utilizam essa faixa amena, digamos assim, devem ser distinguidos dos casos patológicos. O estereótipo do sádico como criminoso brutal se aplica a uma minoria. Trata-se, no caso do consenso, de um jogo negociado por duas ou mais pessoas e que pode ser interrompido a qualquer momento por qualquer dos participantes.

 

O sadomasoquismo consensual é completamente diferente do sadismo e masoquismo. Os sádicos verdadeiros não se preocupam se o parceiro tem prazer na relação, ao contrário dos participantes do sadomasoquismo consensual, que se preocupam com o prazer do outro. Neste, a base é o antagonismo entre domínio e submissão, poder e desamparo. É uma prática sexual tão comum que é raro encontrar algum casal de amantes que não tenha brincado de alguma versão do velho jogo em que um domina e o outro é subjugado, ou que não tenha atormentado um ao outro de brincadeira, fingindo dar um beijo e recuando.

 

Numa pesquisa de 1990 com universitários da cidade de São Paulo, 48% dos homens e 41% das mulheres relataram haver tido relação sexual em que dor e prazer estavam presentes. Mas muito antes, em 1954, o pesquisador norte-americano Alfred Kinsey já havia registrado que mais da metade dos homens e mulheres reagia eroticamente a mordidas. Não muito diferentes de vários animais.

 

Apesar de o masoquismo ser mais associado às mulheres, devido ao treinamento de submissão e passividade que sempre receberam, vários estudos mostram a inversão dos papéis sociais no sexo. Os prazeres masoquistas fazem parte das fantasias de homens e mulheres em proporções quase iguais, principalmente ser amarrado e subjugado durante as atividades sexuais. E uma pesquisa concluiu que ambos os sexos preferem que o outro seja o sádico. Nem Batman escapa. No filme em que Michelle Pfeiffer interpreta a Mulher-Gato, vestida de borracha colada à pele para lembrar uma dominadora, ele é amarrado por ela a uma cama. Os produtores cortaram a cena, mas as aulas que ela tem com um "mestre do chicote" continuaram.

 

Na verdade, não há um consenso geral a respeito das causas do sadomasoquismo. Que dor e prazer são sensações intensas e às vezes a fronteira entre os dois não é marcada com nitidez, todo mundo sabe. Alguns, como a historiadora norte-americana Riane Eisler, acreditam que, como a erotização da violência e da dominação foi central na construção social do sexo, a maioria de nós se excita, em graus variados, com essas fantasias.

 

Para outros essa prática sexual reedita sensações de prazer e poder relacionadas com conflitos do início da vida. Há ainda os que defendem a idéia de que, se dessa forma o prazer aumenta e não faz mal a ninguém, não é necessário explicações e deve-se aceitar com naturalidade.

 

As grandes cidades de todo o mundo oferecem clubes sadomasoquistas, nos quais a encenação é o mais importante. Trajes negros de couro, chicotes e assessórios de aparência perigosa fazem parte da cena. Entretanto, mesmo o sadomasoquismo consensual pode ser perigoso para pessoas que tenham problemas emocionais.

 

Fonte: O Livro de Ouro do Sexo

Outras denominações muito freqüentes são SSC e Safeword. SSC nada mais é que as letras iniciais dos pilares do BDSM.

“S” de São, “S” de Seguro e “C” de Consensual.

Tudo que se vive dentro do BDSM é em função do prazer de ambos os parceiros, para isso existe um comprometimento em torno da segurança, da sanidade dos atos e finalmente, da consensualidade. Nada, absolutamente nada que fuja da consensualidade pode ser entendido como BDSM. Não se pode confundir a troca de poder (o momento em que um individuo entrega-se ao outro) com abuso ou violência gratuita.

É um jargão comum o termo “cena” para um ato BDSM. Justamente por tratar-se de uma situação cênica realizada com segurança e consentimento.

Você vai poder explorar situações de medo, dor, humilhação; vai exercer seu poder de dominação ou sadismo, vai fazer tudo aquilo que for prazer de ambos, tendo como regra as três letrinhas: SSC.

Outra denominação importante é a “Safeword” ou “palavra de segurança”. Essa palavra é a maneira da submissa dizer-lhe que chegou ao seu limite, que daí para frente o prazer acabou, que você chegou ao ponto máximo da tolerância dela.

Essa palavra é sempre combinada antes de uma cena e não há justificativas para não respeitá-la. Caso planeje uma situação onde exista mordaça ou algo equivalente que a impeça de falar, é importante que seja combinado um sinal de igual valor.

Outras nomenclaturas comumente usadas são:

 

TOP para Dominadores

bottom para submissos

Switcher para indivíduos que tem prazer alternando as posições (podem dominar ou servir)

Os demais termos existentes você pode conhecer no GLOSSÁRIO do Portal.

 

Sobre a liturgia

Liturgia no BDSM são as formalidades sociais nos relacionamentos hierárquicos, o cerimonial que envolve as sessões e os encoleiramentos, tudo aquilo que cria uma atmosfera solene no ambiente sadomasoquista.

Para continuar, escolha uma das opções abaixo:

   
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