A surgiu nos anos 70. Seu idealizador foi Jonh Sutcliffe, um apaixonado pelo couro que viu nesse projeto uma forma de explicar às mulheres o motivo dos homens quererem vê-las vestidas assim.

Inicialmente mostrava apenas fotos de roupas de couro, mas gradualmente o rubber e o bondage foram incorporados à revista. A receptividade foi boa e ela foi desmembrada, surgindo então a , , que mais tarde foi renomeada para voltada para um novo público fetichista. Distribuidores internacionais foram encontrados para as três revistas e as publicações passaram a ser vendidas em todo o mundo.

A Atomage Magazine também vendeu livros e outras publicações dedicadas ao fetiche e infelizmente uma dessas publicações, , chegou às mãos da polícia, que invadiu as instalações da revista apreendendo todos os exemplares e as chapas de impressão (avaliadas em £50.000 na época).

"The Story Of Gerda" rendeu-lhe ainda uma multa de £1.000. A perseguição policial fez com que ele nunca mais conseguisse se reerguer. John morreu em 1987 em seu escritório.

O título da revista Rubberist foi comprado pela L&M Modas que continua a imprimir novas edições.

A revista Bizarre Magazine foi criada por John Willie, um fotógrafo, ilustrador e artista. O primeiro exemplar foi impresso em 1946 e a revista sobreviveu até 1959, totalizando aproximadamente 20 edições em intervalos irregulares.


John Willie distribuía suas revistas via mala-direta e em alguns clubes fetichistas. Por seu espírito pioneiro, ilustrações perfeitas e imagens surpreendentes, alavancou a cultura sadomasoquista carente de literatura específica.

 

Em seus desenhos e pinturas, John Willie foi inigualável na delimitação da forma feminina. Suas delgadas personagens eram maravilhosas. Elas normalmente usavam sapatos ou botas com saltos de seis polegadas, um espartilho tight-fitting e meias sensuais. Em sua arte criou um ideal do pinup fetichista que nenhum trabalho posterior superou. Precisa, bonita, divertida e duradoura, as ilustrações de John Willie tem encantado espectadores até os dias de hoje.


Abaixo você poderá apreciar um pouco da arte que contribuiu para a popularização do que mais tarde viria a ser conhecido como BDSM
 

 
 
 
<- Divulgação da mala-direta ->
 
Ilustrações
 

 

 

historia bdsmEspecificar individualmente quando cada prática começou é uma tarefa árdua e quase impossível devido à diversidade de praticas abrigadas sob as siglas BDSM, pois cada uma delas tem origens tão distintas que nos levariam a uma longa jornada pela antiguidade.

Socialmente podemos referenciar o ano de 1918 como um marco para o surgimento do que chamamos hoje de BDSM. Foi quando surgiu a “London Life”, a primeira revista comercial com tendências fetichistas de que se tem notícia, em suas páginas começaram a ser veiculados os primeiros anúncios de encontros e festas privadas.

No ano de 1946 foi impressa a revista “Bizarre” (http://www.bizarremag.com), cujo conteúdo era voltado ao Bondage, Dominação e Fetichismo. Sua distribuição era basicamente em clubes e ambientes sadomasoquistas.

A explosão realmente aconteceu após a segunda grande guerra mundial, com a volta dos soldados começaram a aparecer grupos de motociclistas com claras tendências homossexuais, tendo o couro como sua bandeira e o S/M como uma prática social. Esses grupos começaram a ter uma forte influência estética sobre o vestuário, o couro passou a ser parte integrante da indumentária, virando um símbolo desse movimento.

Em Nova Iorque no ano de 1951 foi fundado o primeiro local reconhecidamente S/M, o Shaw’s.

Esse entusiasmo também se refletiu na Europa onde associações e locais S/M começaram a surgir num primeiro momento para grupos homossexuais. Grupos como “Berlin”, em 1964 na Alemanha, “Sixty-Nine Club London”, em 1966 na Inglaterra, “VSSM” em 1970 na Holanda, “Boys Cuir France”, na França em 1973, “MSC” em 1974 na Bélgica.

Em novembro de 1969 na cidade de Colônia na Alemanha, ocorre a primeira festa pública que reúne mais de cem pessoas. Dá-semarlon brando 1953Marlon Brando iconizando o couro nos anos 50 nesse momento o impulso e a roda começa a girar. As grandes sociedades S/M da época começam a dar os primeiros passos.

Nos Estados Unidos em 1971 a “Eulenspiegel Society”, na Europa em 1975, mais especificamente na Inglaterra a “European Confederation of Motorcycle Clubs (ECMC), em 1976 é fundada por Cynthia Slater e Larry Olsen a “Society of Janus”, em 1978 Pat Califia e Gayle Rubin fundam a “Samois”, um grupo formado por mulheres lésbicas baseado no romance História de Ó. Abriram-se as portas para as mulheres. Nessa mesma época surge a AtomAge Magazine, uma revista especializada em couro, borracha e PVC. O universo fetichista ilustrava suas páginas com forte ênfase na borracha, catsuits, capas e gasmasks .

Na Europa começam a desenvolver-se os grupos heterossexuais e também a aceitação do Switcher (Indivíduo que sente prazer tanto dominando quanto sendo dominado), criando-se assim novos espaços de encontro, mas ainda assim vinculados às associações pansexuais.

Em 1986 forma-se o grupo de S/M austríaco “Libertine Wien”, em 1987 o “Flagellantenclub Fórum 88”, que chega a ter em 1995 aproximadamente 400 sócios. As festas S/M “Lês Fleurs du Mal”, realizadas no pub “Molotow”, em Hamburgo são realizadas com grande êxito em 1990. Essas festas aconteceram mensalmente por cerca de nove anos.

Foi fundado no ano de 1987 o primeiro grupo estritamente heterossexual no seio da comunidade S/M, o alemão S/M-Sündikat Hamburg, que logo desenvolveu uma intensa atividade social, editorial e divulgadora. (Schlagworte Ressourcenliste Version 0006ª, mazo 2000). Foram os realizadores da primeira grande festa S/M européia, na galeria “Abriss” de Hamburgo, com mais de 700 pessoas. Calcula-se nesse mesmo ano a existência de aproximadamente 200 grupos S/M nos Estados Unidos e 180 na Europa, destacando-se a Alemanha com 53 grupos. Outros continentes não foram considerados por não existirem dados confiáveis.

Foi realmente a partir dos anos 90 que se intensificou o desenvolvimento de casas, clubes, associações e literatura destinada ao gênero.

Originalmente B/D (Bondage e Disciplina), D/s (Dominação e submissão) incorporavam-se ao Sadomasoquismo (S/M, S&M e SM). Muitas pessoas envolvidas nessa subdivisão não quiseram estar associadas a práticas mais violentas ou vistas como abusivas. Muitas discussões se seguiram com os grupos envolvidos e acordou-se um novo acrônimo mais abrangente: BDSM (Bondage e Disciplina, Dominação/submissão e Sado-Masoquismo).


O PAPEL DA ALT.SEX
Em Abril de 1991 foi criado um grupo de discussão na Internet chamado alt.sex, a partir daí é que as siglas BDSM tornam-se conhecidas, mas vamos primeiro compreender essa terminologia toda.
Era popular na época o NEWSGROUP, que é um grupo de discussão categorizado que circulava numa rede chamada USENET (Users’ Networks, ou Utilizadores da Rede). As categorias mais populares eram “alt”, “comp” e “rec”. Só para exemplificar, existiam categorias alt.music, alt.games, alt.movies e obviamente alt.sex. Foi essa a mola propulsora que tornou a comunicação mais abrangente e permitiu a uma discussão mais ampla do BDSM através do alt.sex.bondage. Se você tiver curiosidade em conhecer as perguntas mais frequentes (FAQ list) de uma lista que tornou-se referência do BDSM na década de 90,CLIQUE AQUI!

O BDSM no Brasil

Naqueles tempos embrionários das décadas de 80/90, toda a forma de comunicação no Brasil se dava através de caixa postal nos correios, revistas como a Internacional, Ele e Ela e Fiesta eram os principais veículos de interação... Qualquer pessoa que tivesse interesse em encontrar parceiros para práticas sadomasoquistas, adquiria uma dessas revistas, mandava seu anúncio e esperava até meses para vê-lo publicado. A forma mais comum e segura para essa troca de mensagens era a caixa postal. Alugava-se uma delas nos correios e aguardava-se as correspondências chegarem.

Com a popularização de outras ferramentas, como Videotexto ou VTX, os BBS (bulletin board system) e o mIRC, a forma de comunicação evoluiu.

O nascimento do Bar temático Valhala em São Paulo foi um marco e começou a receber grupos que antes só se encontravam em restaurantes e bares.

Mais tarde foi ianugurado o Clube Dominna que por muito tempo foi o polarizador do BDSM nacional, promovendo encontros, play parties e reuniões com a nata do sadomasoquismo da época. Também merece menção o LIBENS Fetish Club, criado por Mister K Rock e mayriKa em 2008, um dos últimos locais de encontro do grupo SoMos.

Foi assim que o BDSM Nacional começou a ganhar forma.

Atualmente a Internet permite uma interação dinâmica, temos todo o tipo de informações à mão, basta pesquisar, existem vários grupos de discussão brasileiros das mais variadas vertentes. A informação está disponível e fácil para quem está chegando agora e a propagação dessa filosofia está tendo penetração em todas as mídias.

 

Ito SEIU

Ito SEIU

(1882-1961)

Ito SEIU é o nome mais importante na prática do atual Shibari. Foi através de seu estudo e sua arte que a imobilização militar conhecida como HOJOJUTSU transformou-se em arte erótica, o Kinbaku, e posteriormente Shibari.

Ito SEIU nasceu em Asakusa (distrito de Tóquio), aos oito anos aprendeu a pintar, aos doze, aprendeu com seu pai a técnica de gravação no marfim e aos vinte e três anos, mudou-se para Kioto, onde trabalhou como ilustrador em um jornal.

Com trinta e sete anos, divorciou-se de sua primeira esposa, casou-se novamente e perdeu praticamente tudo no grande terremoto de Kanto em 1923.

A partir desse período, Ito SEIU mergulhou em pesquisas do período EDO (Yedo ou Yeddo também conhecido como Período Tokugawa, é um período da história do Japão que foi governado pelos xoguns da família Tokugawa, desde 24 de março de 1603 até 3 de maio de 1868.), que foi a grande inspiração de sua obra.

Sua arte polêmica associando erotismo e sadismo ao retratar belíssimas cenas de tortura de uma época feudal, fez dele um artista único.

Cenas fortes, como a menina grávida suspensa de cabeça para baixo, ou sua esposa amarrada sendo congelada nua na neve, fizeram com que sua reputação não fosse das melhores. O motivo era a técnica utilizada por Ito SEIU; ele costumava fotografar suas modelos imobilizadas, para posteriormente reproduzir a imagem pintada.

Ito SEIU - gravura

Seus relatos também demonstravam preocupação com a integridade física de suas modelos. Ele criou técnicas mais seguras para protegê-las de possíveis acidentes das situações perigosas que desejava fotografar.

Em 1924, sua obra começou a ser valorizada quando uma revista de circulação semanal publicou suas fotos, mas isso não durou muito tempo. Na década de 30, a censura japonesa atuou sobre as artes, deixando-o sem mercado.

Com o término da segunda guerra mundial houve uma liberação nas artes, criando espaço para desenhos, gravuras, postais e álbuns fotográficos.

Ito SEIU - livros

Ito SEIU finalmente conseguiu ter suas obras divulgadas em jornais e revistas, popularizando de vez a arte da amarração.

Em 1960 foi homenageado pela  “Art Association Award” por seus trabalhos, vindo a falecer no ano seguinte aos 80 anos.

Sua coragem em transformar essa atividade marcial em arte no começo do século vinte, sem dúvida o fez merecedor da reputação de pai do Kinbaku.






Subcategorias

Soc.subculture.bondage-bdsm é um grupo de discussão americano administrado por Rob Jellinghaus, que discute vários assuntos referentes ao mundo BDSM e ao bondage.

A lista de perguntas mais freqüentes - FAQ list - é o resultado do trabalho dedicado de Rob, selecionando as dúvidas surgidas no grupo de discussão, respondendo a cada uma delas e disponibilizando-as para todos, fazendo de seu site uma referência dentro da comunidade BDSM, com 1.080.949 visitantes desde 03 de setembro de 1995.

O extinto site Desejo Secreto, após contatar Rob, teve a honra de ser escolhido como tradutor oficial de sua FAQ list para a Língua Portuguesa.

Este projeto contou com a gentil colaboração de danadnha no trabalho de tradução.

Criado em 10 de Agosto de 1995; última atualização em 31 de Julho de 1997. Copyright de Rob Jellinghaus.