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Imagine que os fãs de Senhor dos Anéis transportassem os princípios morais e as práticas cotidianas dos habitantes da Terra Média para suas vidas sentimentais e sexuais. Agora pense que esses fãs são, na verdade, aficionados pelo universo de Gor, as “Crônicas da contra terra”, série literária de um escritor norte-americano que conta com mais de trinta livros. Apesar de pouco conhecida quando comparada a outras obras de ficção científica, Gor é um universo que desperta paixões, une fãs na internet e em comunidades reais e inspira a conduta de fetichistas em diversos países.

“Gor no Brasil se desenvolveu dentro da comunidade fetichista, o que não aconteceu nos Estados Unidos. Lá os goreanos vieram através dos fãs da série, que eventualmente incorporaram Gor ao BDSM”, explica um dos principais difusores do estilo de vida goreano no Brasil, que adota o apelido de Christian Sword. O BDSM, sigla para “Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo" é uma forma de expressão da sexualidade que, em linhas gerais, pode ser encarada para alguns como estilo de vida e para outros como jogos sexuais esporádicos. Os fetichistas quase sempre adotam apelidos, que serão usados para todos os praticantes entrevistadas para esta matéria.

Dor e poder no amor

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Os praticantes de BDSM estabelecem relações nas quais o poder está sempre presente. Alguns, para satisfazer seus desejos eróticos, gostam de aplicar punições corporais, outros de sentir dor. Ou gostam de se submeter ao parceiro e outros de dominar. O prazer pode incluir imobilização, cenas sexuais em que um dos parceiros imita características de animais, como cachorros, cavalos ou vacas, ou finge ser uma pessoa mais jovem submetida a uma mais velha. As possibilidades são muitas e as combinações entre elas, quase infinitas.

Segundo o psicólogo Maurício Amaral de Almeida, que já entrevistou muitos goreanos e praticantes de BDSM, a medida de qualquer fetiche deve ser o consentimento. No Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, guia de diagnóstico para profissionais que lidam com saúde mental, as categorias de fetichismo e sadomasoquismo estão incluídas nas desordens sexuais. “Para algo ser considerado um distúrbio, precisa ter a não consensualidade como característica, ou causar danos psicológicos a pessoa ou a terceiros. Os praticantes de BDSM e Gor são pessoas que trabalham, estudam, têm vida social. Alguns têm a vida social restrita ao meio fetichista, da mesma forma como muitos evangélicos têm a vida social restrita à igreja e isso não é necessariamente uma limitação, mas sim uma segmentação.

Essas pessoas não sofrem ou têm danos emocionais ao longo do tempo por causa do BDSM. Mas, por exemplo, se uma pessoa não consegue atingir o orgasmo sem sentir dor, isso é característico da patologia. Os casos que vêm para a clínica são semelhantes aos de homossexuais que ‘saem do armário’.

Quando essas pessoas entendem que existe um mundo fetichista com regras e segurança, elas se resolvem”, explica Maurício. Os goreanos escolheram como inspiração para suas práticas amorosas e sexuais as crônicas de Gor, nas quais a defesa da dominação masculina e da submissão feminina são princípios muito presentes. Por isso, o escritor por trás dela, John Norman, teve a capacidade de criar uma subcultura dentro do BDSM. Mas ao contrário de muitos adeptos do BDSM, os goreanos homens sempre são dominadores e as mulheres, submissas (também conhecidas como escravas ou kajiras, como são nomeadas na obra). Isso acontece entre quatro paredes e, muitas vezes, fora delas.

Aliens e terráqueos

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O escritor da série, que adota o pseudônimo de John Norman, é o filósofo John F. Lange, atualmente professor de Filosofia no Queens College de Nova York. O primeiro livro foi lançado em 1967, mas a série deixou de ser publicada a partir de 1988 após a editora DAW Books alegar a interrupção por baixa nas vendas. John Norman diz ter sofrido pressões de movimentos feministas e passou a figurar a “lista negra” de autores de ficção científica após uma crítica da obra de referência The Encyclopedia of Fantasy, que classificou os livros como ofensivos, pornográficos e humilhantes para as mulheres.Atualmente, Norman vem publicando os livros em formato e-book pela editora independente E-Reads.

Gor é um planeta fictício que orbita o sol. Seus líderes, os Priest-Kings são alienígenas com formas perfeitamente humanoides que adotam a escravidão como um dos pilares sociais. Em alguns livros, abduzem mulheres terráqueas e as escravizam. Entre batalhas, rituais, passagens sobre exaltação da honra e histórias de redenção, existe uma fórmula comum seguida em quase todos os romances goreanos: uma mulher é obrigada a se transformar em kajira e, nesse processo, descobre que a submissão é seu papel natural – e que viver sem um homem que a lidere, decida por ela e seja capaz de puni-la quando necessário não lhe trará tanta satisfação quanto servir seu dono e mestre. No entanto, fora dos livros, não é permitido aos goreanos obrigar uma mulher a se submeter, o que configuraria, acima de qualquer reprovação da comunidade, um crime. Tudo deve fazer parte de um acordo prévio e depende da aceitação da kajira ser preparada para servir um mestre.

A ritualística envolvida no processo de treinamento de uma kajira inspira comunidades em fóruns e redes sociais, como o Second Life, um jogo online que simula diversas situações da vida real e de personagens fictícios. Em algumas comunidades, internautas se relacionam virtualmente e constroem juntos um relacionamento goreano. Esses praticantes virtuais são classificados como roleplayers, que muitas vezes desejam ter um relacionamento goreano real, mas não encontraram uma companhia para colocá-lo em prática, ou não se sentem preparados. Existem ainda os fãs da obra que apenas identificam-se dos princípios filosóficos adotados pelos goreanos, mas não os relacionam à sua sexualidade.

Em Gor, ser uma escrava significa servir sexualmente a um mestre, reconhecer sua superioridade, manter seu lar em ordem e ter certas habilidades artísticas, como a de saber dançar sensualmente. Já nos relacionamentos goreanos reais, as regras são adaptadas à realidade ocidental contemporânea e podem variar de um relacionamento para o outro. As kajiras “da vida real” trabalham, estudam e podem, em grande medida, andar livremente e decidir sobre suas vidas.

A trajetória de tavi (no BDSM, os nomes de dominadores ou sadistas costumam ser grafados sempre em caixa alta, enquanto os dos submissos ou masoquistas vêm em caixa baixa) se confunde com a do início do Gor no Brasil. Ela relata ter conhecido a subcultura por volta de 2003, através sadomasoquismo. “Aos poucos, conheci goreanos, em geral, dos Estados Unidos, ou da Inglaterra, que me explicaram um pouco mais e me indicaram os livros do John Norman. Fui compreendendo melhor a filosofia goreana e participei de alguns grupos e tavernas virtuais. Nelas, uma kajira mais experiente ajudava no treinamento das outras kajiras, ensinando posições, danças, rituais de servir bebidas e alimentos e como se portar durante um bate-papo goreano. Eu era casada na época com o Christian Sword e apresentei Gor a ele, que ficou fascinado e passou a pesquisar junto comigo. Na época, buscamos muito por outros goreanos no Brasil, mas não havia nenhum. Então criamos uma comunidade goreana no Orkut, que por muito tempo contou com apenas sadomasoquista em São Paulo. Logo depois, entre o fim de 2004 e o começo de 2005, pessoas foram se aproximando e aderindo à filosofia e foi algo da internet, buscando salas de bate-papo sobre seis membros. Passamos a frequentar o Dominna, um clube sadomasoquista em São Paulo. Logo depois, entre o fim de 2004 e o começo de 2005, pessoas foram se aproximando e aderindo à filosofia e foi algo realmente muito marcante poder acompanhar a rapidez com a qual o interesse por Gor se difundia, com a proliferação dos grupos goreanos pelo país. Alguns permaneceram, outros de desfizeram, mas Gor passou a ser conhecido em praticamente toda a comunidade BDSM no Brasil”.

Escravidão consentida

AriesLeo é um mestre goreano e seu relacionamento mais antigo é com diva_elfa. Estão juntos desde 2006 e AriesLeo classifica o relacionamento como sendo “de dominação e submissão, na qual ela é minha propriedade e me serve como, quando e onde eu bem entender. Ela tem como responsabilidade principal administrar minha casa, cuidar da formação inicial de minhas aprendizes, e me dar prazer – sem se descuidar de seu desenvolvimento intelectual, espiritual, pessoal, físico e profissional”.

Conheceram-se pela internet e o que mais atraiu diva_elfa foi o fato de que AriesLeo tinha em seu perfil do Orkut várias comunidades sobre Gor. “Isso me chamou a atenção e comecei a perguntar e pesquisar. Meus primeiros interesses pela filosofia foram por causa da forma como a mulher se entrega e passa a ser posse de um homem e não ter mais nenhum controle sobre si mesma. Um dos princípios básicos de Gor é que os mais fortes dominam os mais fracos, e encontrar um homem que demonstrasse sua força e poder sobre mim foi indescritível e altamente prazeroso.” O relacionamento é o único do tipo goreano vivido por diva_elfa até então. “Em linhas gerais, sou sua propriedade e meu objetivo e prazer é satisfazê-lo em tudo. Isso se reflete em vários âmbitos, como comportamento, cuidados pessoais, competência profissional, e principalmente realização dos desejos e fantasias sexuais dele. Nos momentos em que não consigo atingir os objetivos ou comportamento por ele esperados, são administradas medidas disciplinatórias com o único intuito de aprendizado, evolução pessoal minha e satisfação pessoal dele. Não ousaria ter uma postura em qualquer momento do dia que desagradasse ao meu mestre, em qualquer âmbito e, caso isso aconteça, sou a primeira a apontar meu erro perante ele e receber a disciplina correspondente”, conta.

As punições podem ser físicas ou psicológicas. De maneira semelhante ao que acontece no BDSM, a dor física pode envolver imobilização com cordas, açoites com chicotes ou outros objetos como bastões e arame farpado, tapas, beliscões e mordidas em diferentes partes do corpo, ou pequenos cortes. Vale tudo aquilo o que o lema “são, seguro e consensual” permitir – uma das principais regras dos praticantes. A punição psicológica pode incluir a aplicação de ordens que direcionam o comportamento do outro, como vestir determinada roupa em alguma ocasião, beijar os pés do dominador, usar uma coleira ou cinta de castidade, ou servir de “mesa” para que o outro coma em cima das costas do parceiro apoiado de quatro.

Christian Sword já teve diversas escravas, que dividem as tarefas domésticas entre si quando estão todos reunidos nos finais de semana. Um episódio vivido há alguns anos exemplifica bem o que pode ser uma punição psicológica: “minhas escravas se organizam para dar conta do trabalho doméstico e eu interfiro pouco. Uma vez, entrou uma menina como minha escrava que tinha ‘síndrome de princesinha’... Fazemos eventos e costumo pedir que todas as meninas participantes, minhas ou de outros mestres, ajudem na limpeza. Uma vez tínhamos que entregar uma casa que alugamos com sete banheiros, limpa. A tavi, minha esposa e escrava na época, me disse: ‘mestre, a outra escrava foi tomar banho assim que começou a limpeza’. Quando a ‘princesinha’ voltou do banho, toda perfumada, toda arrumadinha, eu mandei que ela tirasse o lixo de todos os banheiros, para puni-la”.

Nos relacionamentos goreanos, alguns preferem infringir punições às kajiras apenas quando consideram sua conduta falha, como o caso acima. Outros gostam mais do sadomasoquismo, no qual a dor é fonte de prazer sexual para ambos, independentemente de algum comportamento insatisfatório da submissa. “Muitos goreanos são, além de dominadores, sádicos como eu. Assim, as punições podem ser simplesmente uma forma de satisfazer e saciar o sadismo”, explica SENHOR ÁSGARD. Ele é o atual mestre de tavi, ex-mulher de Christian.

Christian Sword conta que, dentro do BDSM, acontecem migrações para o Gor. “Muitos voltam, pois o BDSM é mais flexível: em um dia você pode ser dominador, no outro submisso. Já o goreano está sujeito a certas regras”. Essas regras também valem para os mestres goreanos e incluem o respeito com outros tipos de relacionamento e as respectivas posições dos homens e mulheres neles, estar sempre apto a proteger sua kajira, ser justo nas punições e premiações e respeitar as kajiras que já possuam outro mestre.

Qualquer desvio nessas condutas é visto com péssimos olhos e é punido pela comunidade, sem a qual boa parte do significado de ser goreano é perdido. Costuma ser uma recomendação da comunidade que uma kajira que, ao perceber que seu mestre não é honrado e forte, deve entregar a coleira. Christian faz anualmente um “Censo Goreano” e, de acordo com dados de 2011, 20 praticantes estão registrados, principalmente em São Paulo. Ele acredita, no entanto, que o número de goreanos seja maior.

A escravidão forçada, negociação de uma escrava, sua posse como bem material e seu sustento, ao contrário do que acontece nos livros, também não costuma ser obrigação dos mestres goreanos da vida real. “Os goreanos acreditam que as mulheres seriam mais felizes se aceitassem se submeter. Isso não significa ser estúpido, pois um goreano não vai entrar em uma empresa e achar que todas aquelas mulheres são suas escravas”, explica Christian.

A influência sobre a vida da kajira, no entanto, pode estar presente, como exemplifica Christian. “No relacionamento goreano, os papéis são permanentes: o dono é sempre dono. Por exemplo, se uma das minhas escravas tiver que mudar de emprego, ela precisa me comunicar, eu vou ajudá-la a pensar nisso e darei a palavra final”. Apesar disso, as kajiras de Christian pagam suas próprias contas: “eu prefiro não misturar amor com dinheiro. Assim, quando vamos sair, cada um paga suas contas. Mas sou eu quem vou tomar as decisões do que vamos fazer. Se eu digo: ‘nesse sábado, nós vamos à festa de Halloween do Dominna’. Aí você me diz: ‘dono, eu não tenho grana’. Posso decidir que tudo bem, vou pagar sua conta, ou que não vamos, ou até mesmo que eu vou sem você. Ou ainda, eu posso dizer: ‘você não quer ir, mas vai assim mesmo’”.

Uma das regras observada em quase todos os relacionamentos goreanos é a de que a kajira não tem o direito de exclusividade sobre seu mestre, nem de sentir ciúme das outras escravas que ele escolheu possuir. “Ainda enquanto casado tive quatro escravas, não ao mesmo tempo, mas cheguei a ter a tavi e mais duas. O nosso casamento não deu certo por motivos que não tem nada a ver com o mundo do fetichismo”, relata Christian.

As grande maioria das escravas goreanas de um mesmo mestre pode se relacionar entre si, mas jamais com pessoas de fora, sejam elas homens ou mulheres. Nos relacionamentos atuais de Christian, durante o final de semana, todos ficam juntos, mas cada uma das escravas tem um dia da semana sozinha com ele. Fazer com que o relacionamento amoroso se torne mais profundo é uma preocupação de muitos casais goreanos. SENHOR ÁSGARD conta sobre seu relacionamento com tavi: “embora ninguém viva a dominação e submissão propriamente ditas 24 horas por dia, sempre soubemos o nosso papel dentro da relação e isso nunca foi problema. Hoje estamos vivendo intensamente tanto a relação comum de homem e mulher, quanto a relação goreana”.

Essa “ciranda” do relacionamento goreano, originada com Christian e tavi, estava reunida na festa de Haloween do Clube Dominna, na qual eu também estava presente. Encontrei tavi e ÁSGARD, além de Christian com suas duas escravas, as “irmãs de coleira”, termo usado para designar as submissas de um mesmo mestre. Acorrentadas pelas mãos, as escravas se divertiam como qualquer outra pessoa na festa, que contava com casais goreanos ou não. Alguns casais eram formados por submissos homens e dominadoras mulheres, por mulheres e homens sadomasoquistas, por pessoas que trocam de papel, transgêneros, podólataras (pessoas que têm fetiches por pés) e podiam-se ver cenas de fetichismos variados, como pisoteamento e dogplay (fetiche no qual uma pessoa encena ser o cachorro de outra).

Limites e preconceito

Mesmo dentro do BDSM, algumas pessoas, por divergência ou desconhecimento, rejeitam as práticas do Gor. “Os goreanos são aqueles da supremacia masculina, não é? Não gosto, pelo motivo óbvio, porque sou dominadora. Respeito quem pratica, mas acho perigoso o pensamento de que eu seria uma pessoa mais adequada se fosse submissa. Inadequado é pensar assim”, opina Rainha Line, dominadora profissional, que atende clientes em sessões que envolvem pagamento.

AriesLeo discorda de que o pensamento goreano seja supremacista. “Nós não usamos o termo supremacia. Acreditamos nos papéis naturais de cada gênero. O papel natural da mulher é o de servir, de se submeter e o papel natural do homem é o de dominar. Isso não nos faz machistas, pois o machista quer ver a mulher na cozinha, enquanto o goreano quer a mulher aos seus pés”.

As regras dos goreanos incluem obrigatoriamente a consensualidade. O “não” de uma kajira deve ser respeitado, bem como sua vontade de sair do domínio de seu mestre.

“Costumamos dizer que a escrava goreana tem dois direitos: de se entregar e de devolver a coleira. Nesse meio tempo, ela pode pedir, pode sugerir, mas as decisões finais são todas do mestre”, diz Christian.

Fazer com que as pessoas de convívio íntimo, família e até mesmo os praticantes de BDSM aceitem o que se passa nos relacionamentos goreanos, não é tarefa fácil. “É um pouco difícil explicar que você se submete por prazer e não por coerção ou manipulação. Da mesma forma que não é fácil como extirpar esse pensamento de que goreanos são machistas, agressivos e trogloditas”, explica diva_elfa.

“Todos os meus amigos sabem, e a maior parte da minha família também, embora eu não tenha o hábito de comentar os detalhes da minha vida particular com minha família. Me sinto muito mais à vontade para isto entre amigos sadomasoquistas e goreanos. Dentro do meio BDSM, já houve momentos nos quais as pessoas tinham todo tipo de ideia errada sobre Gor. Isso diminuiu bastante, hoje em dia, mas vez por outra, pessoas mal informadas demonstram certo preconceito, que normalmente se desfaz após poucas explicações”, conta tavi.

O preconceito pode estar até mesmo dentro de uma das maiores universidades do país, a USP, como relata Christian, ex-estudante. “Onde eu senti maior preconceito foi na faculdade. Eu dizia para quem quisesse ouvir que eu tinha escravas e foi um tipo de experimento para ver o que acontecia. Esbarrei com um preconceito que advém muito de falta de informação sobre o que é o BDSM e, principalmente, que ele evolve consensualidade. Cheguei a ouvir boatos de que estavam espalhando que eu batia em mulher. O que, de certa forma, não é mentira, mas é uma distorção absoluta do que acontece. Até o fato de que eu tenho mais de um relacionamento ao mesmo tempo gera preconceito, pois vamos os três ao cinema de mãos dadas, vamos ao mercado... As pessoas percebem, olham. Aí caí no fator de que a maioria dos fetichistas são exibicionistas e acabamos gostando dessa situação”.

 

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